
Pare a contaminação das bolachas semicondutoras antes que ela comece: uma maneira melhor de usar lâmpadas de infravermelho
Em ambientes de produção em grande escala, a quebra de uma lâmpada não é apenas um problema menor ou um breve período de paralisação da produção. É um verdadeiro pesadelo.
Imagine que um tubo de quartzo acabe quebrando bem em cima das suas bolachas semicondutoras. Você não está lidando apenas com uma lâmpada quebrada; você está diante de cacos de vidro e substâncias químicas que estragam todo o lote produzido. É um caos total. Por isso, desenvolvemos lâmpadas de infravermelho sem ozônio, para eliminar esse risco antes mesmo que ele aconteça.
O problema com o ozônio
As lâmpadas de infravermelho de onda curta convencionais emitem radiação na faixa de 185 nm. Isso pode parecer técnico, mas, na verdade, significa que elas transformam o ar ao redor delas em ozônio. Em uma sala limpa, o ozônio é um gás corrosivo que danifica as camadas orgânicas presentes nas bolachas semicondutoras. Para resolver esse problema, utilizamos aditivos específicos e tubos de quartzo que filtram essas ondas de luz ultravioleta. Assim, você ainda obtém todo o calor necessário para a cura rápida, mas sem os efeitos colaterais químicos indesejados.
Evitando quebras
O choque térmico é o verdadeiro problema aqui. Quando as lâmpadas são ligadas e desligadas rapidamente, o quartzo expande e contrai-se, até que eventualmente se quebre. Usamos quartzo fundido de alta pureza para aumentar o ponto de amolecimento do material, tornando os tubos mais resistentes. Mas não paramos por aí. Adicionamos revestimentos protetores que agem como uma “rede de segurança”. Se o filamento interno quebrar ou o tubo se rachar, o revestimento externo captura os detritos, mantendo seu silício limpo.
Compromissos (porque nada é perfeito)
Serei honesto com você: existe um pequeno compromisso. Esses revestimentos sem ozônio bloqueiam parte da luz infravermelha. Você pode notar uma redução de 5-10% no calor gerado. Isso não é um problema grave, mas provavelmente será necessário aumentar a potência da lâmpada ou deixar as bolachas semicondutoras no processo por mais tempo, para compensar essa perda de calor.
Mais um conselho: verifique seu sistema de resfriamento. Essas lâmpadas tendem a concentrar o calor nas extremidades. Se o fluxo de ar não for adequado, seus eletrodos se desgastarão muito mais rápido do que o esperado.